A força da tecnologia na mudança dos produtos e processos das empresas

Inovar é sempre a palavra que traduz uma grande mudança, na maioria das vezes relacionada à tecnologia. As mudanças são sempre bem vindas para consumidores e usuários, mas nem tanto por empresas que reinavam no mercado antes delas.

O surgimento do mp3 ainda dá dor de cabeça para gravadoras e alguns músicos. Os ebooks são entraves para editoras e livrarias que não atuam com e commerce. A Sharing Economy está dando dor de cabeça geral. É gente trocando produtos, serviços e horas no mundo todo. A posse está dando lugar ao aluguel e a primeira reação de quem ganhava dinheiro antes da mudança é tentar barrar judicialmente, o que nem sempre é possível e viável, principalmente porque o consumidor aceita e quer a mudança.

Quem tem algo subutilizado pode alugar. E parece vantajoso. O Airbnb diz aos anfitriões da cidade de São Francisco que eles podem ganhar 9300 dólares se alugarem a casa por 58 noites no ano. No RelayRides, quem aluga o carro pode fazer 250 dólares por mês. Vantagem para o locador do carro parado e para o locatário, que tem um custo menor do que se alugar nos meios tradicionais.

Esse tipo de negociação surgiu na época da crise, mas continua em alta e cada dia mais surgem empresas facilitando a troca ou aluguel de produtos. Os consumidores estão se acostumando com a ideia a cada dia, o receio inicial está ficando para trás e o compartilhamento está se consolidando no mercado.

Como as empresas vão sobreviver? Quem não se adaptar não vai. Segundo reportagem do Economist a Avis, empresa de aluguel de carros, por exemplo, tem participação em uma empresa de compartilhamento e já está se acostumando com a ideia. As compras pela internet forçaram a adaptação de grandes redes varejistas e a cultura do compartilhamento forçará a adaptação de outros setores, como transporte, turismo e aluguel de bens.

As consequências no mundo dos negócios nos já levantamos, resta saber como normatizar estas relações jurídicas a partir de novos cenários?  O desafio no futuro é regular estabelecer direitos e deveres nessa nova maneira de fazer negócios. A proibição não vai funcionar e a indústria da música pode servir de lição. Empresas e órgãos reguladores precisam começar a se preocupar com isso. Em algumas cidades americanas, serviços de táxi peer- to-peer foram banidos depois do lobby de empresas de táxi tradicionais, mas será que isso resolve?

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