O natal do e-commerce e a lição para os varejistas

Frequentemente damos exemplos no blog sobre boas práticas de grandes empresas, mesmo que nossos serviços e este espaço sejam destinados às pequenas. Fazemos isto porque sabemos que é possível adaptar, mesmo com pouco dinheiro, algumas das ideias. Mais ainda: sabemos que bons exemplos viram inspiração para bons profissionais e empreendedores focados.

Uma reportagem da Bloomberg Businessweek mostra as diferenças de desempenho das lojas físicas e do e-commerce nos EUA e dá uma grande lição para quem está no mercado. Analise você mesmo os dados:

1. Muitos clientes esqueceram dos shoppings, mesmo com os descontos oferecidos. O movimento nas lojas na semana anterior ao natal caiu 22% e as vendas tiveram o menor crescimento desde 2009, segundo relatórios da ShopperTrak;

2. Mas ninguém deixou de comprar. O movimento pendulou pro lado do e-commerce. A Amazon anunciou que na semana do dia 22 de dezembro 1 milhão de pessoas se inscreveram no programa Prime, pagando 79 dólares por ano para receberem a mercadoria em dois dias após a compra.

Os consumidores (pelo menos os americanos) já se acostumaram a pegar o smartphone ou tablet, escolher o presente e comprar online, recebendo dois dias depois a mercadoria.

Não pense que esse movimento aconteceu apenas em terras gringas. Segundo a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), os shoppings do país tiveram em 2013 o pior Natal dos últimos cinco anos. O setor de Vestuário registrou aumento de apenas 2% no período. Segundo a Associação as vendas foram afetadas pelo endividamento das famílias, pela menor disponibilidade de crédito e pela inflação.

Já o e-commerce brasileiro…  Comparado ao desempenho de 2012, o crescimento foi de 41%, segundo a consultoria e-Bit. Foram 10 milhões de compradores online e 14,3 milhões em pedidos. A categoria que liderou a alta foi Moda e Acessórios.

Você consegue cumprir esse tipo de demanda? Seu site e sua logística estão preparados? Você não tem a mesma estrutura da Amazon, é claro, mas pode perder venda para o e-commerce. A concorrência não está mais no seu bairro faz tempo. Ela está no mundo todo. Você está preparado? Planejamento e inteligência ajudam bastante.

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Uma ideia sobre “O natal do e-commerce e a lição para os varejistas

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