Adapte, renove e venda. Em tempo recorde.

Esses são propósitos do chamado fast fashion, termo utilizado para produção rápida e contínua de novidades no mercado da moda. Uma forma de abastecer grandes redes varejistas sem perder estoque, com alto giro de mercadorias. Parece estranho, mas esse conceito se encaixa perfeitamente no mercado de brinquedos.

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A Lego, empresa dinamarquesa de 81 anos, é a segunda empresa de brinquedos do mundo, atrás da Mattel, e produz cerca de 36 bilhões de elementos plásticos por ano. Provavelmente as pequenas miniaturas irão superar a quantidade de humanos na terra em 2019, mas ter kits certos disponíveis em época de grande demanda, como natal, ainda é um desafio.

“Isso aumenta a importância de analisar os dados e podermos suprir os revendedores com os produtos certos no momento certo”, diz John Goodwin, CFO da Lego. Ferramentas robustas de dados são empregadas para ajudar a empresa a decidir de última hora. Interpretar os dados e decidir o que e onde reabastecer é o que faz a diferença. E tudo num piscar de olhos.

Para dar conta do recado a Lego se aproximou dos seus grandes mercados e investiu em fábricas no México (para atender os EUA, maior consumidor) e na Hungria (para atender a Alemanha, o segundo mercado). Mais uma decisão foi tomada: foi implantado um número limite de elementos Lego que os engenheiros podem usar em seus projetos.

Depois das dificuldades enfrentadas em 2003 e 2004, uma das grandes mudanças foi cortar o número de formas e cores no portfólio de produtos. O foco ficou nas peças que poderiam ser usadas em muitos projetos. Essa decisão dissociou a produção de peças da montagem dos conjuntos, dando mais agilidade ao negócio.

Se um conjunto vende menos que o esperado as peças podem ser movidas para os que têm mais saída. A demanda é atendida sem grandes esforços e a empresa responde mais rápido aos gostos volúveis dos clientes, impulsionados pelos licenciamentos de grandes franquias, como Os Vingadores, por exemplo. Adapte, renove e venda. Funcionou pra Lego e pode funcionar para muitas empresas. Concordam?

Reportagem da Bloomberg Businessweek.

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