Oportunidade para uns e crise para outros

A França é o país que tem maior afinidade com a comida, mas no último ano 54% do volume de negócios nos restaurantes vieram de comidas rápidas e sanduíches.

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Antigamente os franceses iam pra casa para almoçar, mas com o aperto na renda ficou mais fácil e mais barato comer no balcão. A crise europeia impulsionou o fast food e está alterando os hábitos dos franceses.

“A comida é de boa qualidade e o preço é baixo. Os queijos são cuidadosamente escolhidos. No início a maioria dos nossos clientes eram assistentes e estagiários, hoje temos gerentes frequentando a loja”, diz Balthazar de la Bourde, que abriu uma lanchonete há quatro anos.

Nem tudo foi alterado por conta do dinheiro. Os hábitos mudam também por conta dos negócios globais. Algumas empresas fazem negócios com outras cediadas nos EUA. Os americanos iniciam o dia na hora do almoço dos franceses, fazendo do sanduíche uma ótima opção.

Os números mostram bem a mudança de hábitos. Segundo reportagem da BBC, dez anos atrás um em cada cinco lanches eram para viagem. Hoje é um em três. A indústria da fast food é mais de duas vezes maior que era há 20 anos. Em julho o número de pessoas que jantam em restaurantes caiu 13% em relação ao ano passado. Um recorde.

Os franceses, quem diria, se rendem ao fast food. Sobem os negócios baratos de conveniência e descem os restaurantes caros e as refeições demoradas.

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