“O” mapa

“Eu acho que mapear coisas sempre é bom. O mapa clareia as coisas, embora eu saiba que há muitos micróbios que não gostam do luz.”

Esta frase é de Denis Wood, um artista, cartógrafo e autor do livro The power of Maps (1992). Ele explica em entrevista ao blog Guernica a função dos mapas e a importância de visualizar dados neste formato. A entrevista foi replicada no blog Freakonomics também, que selecionou uma outra frase bem interessante dele:

“Alguns mapas são assustadores. Mapas de minas de urânio e de muitas doenças nas reservas de Navajo. Você se irrita ao ver. O mapa de Bill Bunge – que eu acredito ser um dos grandes mapas – que mostra as crianças negras mortas por brancos no caminho de casa para o trabalho. É um mapa assustador, e maravilhoso ao mesmo tempo. Foi uma luta conseguir a informação, a hora e os locais exatos dos acidentes que as matavam. Eles sabiam o que queriam mostrar. Eu que não tinha nada a ver com o projeto, quando vi o mapa pela primeira vez pensei ‘meu Deus’. Mapas assim são muito poderosos. Este é o poder dos mapas, ou um dos poderes: tornar gráfico – e indiscutível em certo nível –  algumas verdades correlacionadas. Todos sabemos que as pessoas vão e vem do trabalho. Mas apontar e visualizar duas coisas juntas revela coisas horríveis”.

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